quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ahmadinejad cita Jesus Cristo e fala de nova ordem mundial no Rio+20


O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad fez um pronunciamento bastante curioso na plenária da reunião de Cúpula da Rio+20 nesta quarta-feira (20) no Rio de Janeiro ao citar Jesus Cristo.
A figura do ser humano perfeito deve emergir junto de Jesus Cristo”, disse ele que fez críticas contra os países desenvolvidos e contra a própria ONU.
Ele acredita que esse “pequeno grupo de países” ricos impõe padrões de consumo e comportamento forçando os mais pobres a seguir seus passos. “Isso tem a ver com uma ordem injusta imposta por nações que pretendem manter a hegemonia sobre o mundo”, disse.
Ahmadinejad profetiza também uma nova ordem internacional já que a ordem atual está em colapso. “Após o colapso da antiga ordem, a repetição de erros é imperdoável. Uma nova ordem deve ser estabelecida por líderes de boa-fé e esse dia está chegando.”
Nessa reunião que diversos representantes de lideranças mundiais discutem sobre Desenvolvimento Sustentável, Ahmadineaj falou sobre a importância de trabalhar em conjunto com outros países para melhorar a situação atual.
“Todas as nações e todos governos eleitos democraticamente devem participar, construtivamente, com compromissos, no gerenciamento do mundo baseado em compaixão,” disse.
Com informações Veja.com

Homem que se diz reencarnação de Jesus afirma que o mundo acabará dia 30 de Junho



Homem que se diz reencarnação de Jesus afirma que o mundo acabará dia 30 de Junho
Porém, em sua previsão, o mundo acabará no dia 30 de Junho apenas para os que não seguem sua seita. De acordo com o site do Globo, Miranda e seus seguidores afirmam que governarão o mundo a partir dessa data, com “justiça e igualdade”.
Miranda era um pastor pentecostal em Miami, e nos anos 1980 fundou a seita, afirmando ser a segunda reencarnação de Jesus. A primeira reencarnação de Cristo, segundo a doutrina da Cresciendo em Gracia, teria sido o apóstolo Paulo.
A seita possui templos em 35 países, incluindo o Brasil, e conta com um canal de TV nos Estados Unidos. Seus seguidores tatuam o número 666 no corpo como símbolo de “prosperidade, amor e riqueza”.

As diversas conjeturas sobre o fim do mundo durante o ano de 2012 ganharam uma nova previsão: 30/06.
Segundo o líder da seita Cresciendo em Gracia (Crescendo em Graça), José Luis de Jesús Miranda, o fim dos tempos não acontecerá no prazo estipulado pela profecia maia.

Porém, em sua previsão, o mundo acabará no dia 30 de Junho apenas para os que não seguem sua seita. De acordo com o site do Globo, Miranda e seus seguidores afirmam que governarão o mundo a partir dessa data, com “justiça e igualdade”.
Miranda era um pastor pentecostal em Miami, e nos anos 1980 fundou a seita, afirmando ser a segunda reencarnação de Jesus. A primeira reencarnação de Cristo, segundo a doutrina da Cresciendo em Gracia, teria sido o apóstolo Paulo.
A seita possui templos em 35 países, incluindo o Brasil, e conta com um canal de TV nos Estados Unidos. Seus seguidores tatuam o número 666 no corpo como símbolo de “prosperidade, amor e riqueza”.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tempos difíceis

Tempos difíceis
Os cristãos estão vivendo tempos difíceis. Descontentamento, decepção, desconforto, desencorajamento, desespero, depressão, divórcio, discórdia, desdém, desgosto, dissensão e desobediência são bastante comuns entre os que foram chamados para dar testemunho da glória de Deus e para refletir a imagem de Cristo. Muitos cristãos têm buscado conselheiros profissionais e psicólogos para ajudá-los a resolver os problemas da vida, mas esses problemas parecem estar aumentando.
Os “consumidores” cristãos carregados de problemas também podem escolher entre uma grande quantidade de produtos: livros, conferências e grupos de auto-ajuda – mas os problemas continuam se multiplicando. Quanto mais se trata dos problemas, mais as pessoas se tornam centradas neles. Até aqueles que tentam resolver os problemas da vida com princípios bíblicos, muitas vezes acabam se envolvendo tanto nesses problemas que não alcançam a raiz da dificuldade real. O tratamento dos problemas freqüentemente alcança somente os sintomas superficiais, apenas substituindo-os por outros sintomas. Alguns cristãos vivem de crise em crise. Outros carregam um peso que parece ficar mais e mais pesado com o passar dos anos.
Nunca houve tantos livros disponíveis para os cristãos na sua busca da família perfeita, do casamento perfeito e da vida perfeita. Não obstante, muitos cristãos falham em refletir a imagem de Cristo em sua família, no casamento e na vida. Será que as dificuldades que os cristãos enfrentam estão relacionadas com o fato deles estarem vivendo naqueles tempos difíceis sobre os quais Paulo alertou a Timóteo? “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas…” (2 Tm 3.1-2). A Edição Revista e Corrigida diz:”Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos…
As pessoas estão perecendo por causa do amor – do amor a si próprias. Elas foram ensinadas pelos especialistas modernos em psicologia que deveriam amar a si mesmas. Elas ouviram que, a menos que se amassem, elas não poderiam amar aos outros. Pregadores e outras pessoas bem-intencionadas fizeram ecoar as palavras: “você precisa se amar”. Conselheiros e televangelistas insistiram: “Ame-se! Goste de si mesmo! Honre-se! Você merece!” Cada vez mais essas tentações de auto-comiseração ou exaltação do ego são sutil e facilmente aceitas pelas pessoas, pois o coração é enganoso (Jr. 17.9).
Mas, observe o que procede de pessoas que são “amantes de si mesmas”. Esses homens “egoístas” são: “avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (2 Tm 3.2-4).
Uma rápida observação das palavras que seguem “amantes de si mesmas” revela um estado de vida bastante pecaminoso, assim como atitudes e atos pecaminosos. Tal amor a si próprio é tão poderoso que os “amantes de si mesmos” são “mais amigos dos prazeres que amigos de Deus”. E isso está em profunda contradição com o Grande Mandamento: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.36-39).
Enquanto que os propagadores do amor a si próprio tentam ler um terceiro mandamento (ame-se a si mesmo) nessa passagem das Escrituras, Jesus deixou claro que estava falando de apenas dois mandamentos, pois disse: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22.40). Não há nas Escrituras um mandamento para amar a si mesmo.
Os homens são infelizes e sofrem com os problemas da vida porque se tornaram “amantes de si mesmos” e “mais amigos dos prazeres que amigos de Deus”. A inclinação pecaminosa do ser humano é amar a si mesmo mais do que a Deus e às outras pessoas. O egoísmo se agarra à natureza humana e produz inveja, luxúria, orgulho, arrogância, desrespeito por Deus, desobediência aos pais, falta de gratidão, engano, provocando tanto a paixão pelos seus próprios caminhos quanto a contenda por causa deles. Ele leva também a falsas acusações, que são exageradas, já que as pessoas têm sido encorajadas a culpar seus pais, as circunstâncias, e a qualquer outra coisa, menos a si mesmas, pela sua condição de vida.
Será que as pessoas estão tentando desenvolver-se, melhorando a si mesmas e às circunstâncias em que vivem, sem tocar na raiz do problema? Será que o amor a si próprio está escondido sob os mais benevolentes gestos e por trás das orações mais fervorosas? Que tipo de crescimento pessoal as pessoas estão procurando? O crescimento pessoal que vai aumentar sua auto-estima, ou o crescimento pessoal que envolve negar a si mesmo e tomar a sua cruz? O crescimento pessoal que vai confirmar o valor de seus próprios egos, ou o que as tornará semelhantes à imagem de Cristo?
Ambas as formas de crescimento, tanto a que se inclina para o amor a si mesmo quanto a que se inclina para amar a Deus, têm um custo elevado. Amar a si mesmo mais do que amar a Deus leva a uma perda espiritual, mas amar a Deus com todo o seu ser leva a negar o “eu” e faz com que o efeito mortal da cruz se faça sentir contra o velho homem (aquele “eu” ao qual muitos de nós ainda estão agarrados e amam), que deve ser considerado morto (Rm 6).
Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?” (Lc 9.23-25).
O mesmo Deus que salva e santifica também ordenou que as boas obras sejam uma conseqüência natural da Sua obra: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.8-10). Essas boas obras incluem amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e a obediência a Ele, pois o amor a Deus é expresso obedecendo-Lhe e amando-se uns aos outros. Uma pessoa não é salva nem se santifica pelas boas obras. Entretanto, as boas obras são conseqüência do que Deus já fez e continua a fazer. Por isso, Paulo diz: “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.12-13).
Além disso, todas essas coisas devem ser feitas sem murmurações nem contendas (Fp 2.14), ou seja, sem reclamar ou discutir com Deus sobre as circunstâncias da vida e como proceder na presença dEle.
Por toda a caminhada cristã há o despojar-se dos velhos caminhos (do velho homem com suas paixões enganosas) e o revestir-se do novo homem, “criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.24).
Essa é a caminhada diária do cristão. Despojar-se do velho homem é o equivalente a negar a si mesmo, e revestir-se do novo homem envolve tomar sua cruz e seguir a Cristo.
Se bem que muitos cristãos podem concordar em princípio, quantos estão fazendo isso diariamente, momento após momento? Quantos de nós estão confiando no Senhor o suficiente para tomarmos a nossa cruz, reconhecendo-O em todos os nossos caminhos e deixando-O afastar-nos do amor-próprio para amá-lO de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a força, amando-nos uns aos outros tanto quanto nós já nos amamos a nós mesmos? Cada dia é cheio de oportunidades para amar a Deus ou para amar o “eu” em primeiro lugar. Qual vamos escolher?
Martin e Deidre Bobgan, PsychoHeresy Awareness Letter 3-4/2000 – traduzido por Jarbas Aragão –http://www.apaz.com.br

sábado, 21 de janeiro de 2012

Superando Obstáculos; Suportando Pressões…

Superando Obstáculos; Suportando Pressões…
“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” (Filipenses 1: 21)
A vida muitas vezes nos impõe situações difíceis. Uns menos outros mais, mas todos nós enfrentamos mais cedo ou mais tarde pressões e obstáculos tidos no momento de dificuldade como intransponível.
Muitas vezes pensamos ser impossível ultrapassa-los deveras tamanhas dificuldades. Olhamos para direita, olhamos para esquerda e não vemos nada e ninguém que pode nos ajudar. Pode ser uma situação financeira complicada, um relacionamento problemático ou uma doença que pode nos levar a morte, ou um ente querido que se foi.
Paramos para pensar, analisamos os prós e os contras e chegamos a conclusão que só um milagre poderá nos tirar dessa situação. Interessante é que até que as nossas tentativas desesperadas de sair da situação de desespero não se extinguirem, lá estamos nós tentando sair dela de qualquer jeito, muitas vezes não se importando com o valor a ser pago.
Lembro certa vez ter lido um artigo que falava sobre como salvar pessoas que estão se afogando. Achei curioso quando o especialista disse que não devemos acudir o afogado logo de imediato, principalmente, enquanto o afogado está se debatendo n’água. Se pularmos n’água de imediato para salvá-lo, levando em conta o desespero do afogado que se debate como louco tentando sair da situação, as chances de se agarrar em nós e nos puxar para baixo d’água junto dele se torna enorme. Podendo assim, nos levar ao afogamento também. Segundo especialistas a melhor coisa a fazer é deixá-lo se debater até cansar, após cansado se tornará mais fácil tirá-lo de dentro d’água, sem correr o risco de morrermos afogados também.
Pois é nesse ponto que gostaria começar nossa conversa. Quando estamos envolto a dificuldades ficamos desesperados igualmente ao afogado do exemplo, nos debatemos muito tentando sair da situação de dificuldade em que nos metemos. E quanto mais desesperado, menos enxergamos as saídas que a vida nos oferece naquele momento. Perdemos oportunidades, após outras oportunidades por conta do nosso desespero. O desespero tirá-nos o controle da situação, e assim , somos levados a cometer coisas muitas vezes desnecessárias.
O desespero tem o seu fim a derrota, é por causa do desespero que muitos antecipam o fim “que imaginamos” que ira acontecer de qualquer forma.
Essa cena dramática é comum em grandes incêndios – como o provocado na ocasião do ataque terrorista ao World Trade Center ou o ocorrido no Edifício Joelma, em São Paulo, em 1974. Acuadas pelo fogo, muitas pessoas se jogam para a morte pulando de vários andares de altura. “Normalmente essas pessoas tiveram o impulso de tomar uma atitude para acabar com seu estado de angústia, mas as opções são mínimas. Pressentindo que morrer queimadas é um sofrimento muito grande, calculam que a melhor saída é se atirar prédio abaixo”
Diversos motivos levam muitas pessoas a cometerem suicídio patrocinadas pelo desespero e angústia. A cada ano, aproximadamente 1 milhão de pessoas no mundo inteiro cometem suicídio. A cada 40 segundos, alguém morre tirando a própria vida e a cada 20 tentativas de suicídio, uma é concretizada. Desde 1965, o índice mundial de suicídios aumentou mais de 60%.
A partir dessas informações podemos chegar a conclusão que devemos nos preparar para administrarmos bem quando nos depararmos em situações extremas em nossas vidas, ainda mais se você for cristão. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16: 33) [enfase adicionada] Essa ideia maluca de achar que cristão não passa por pressão e dificuldades que muitos pastores dizem por ai é muito perigoso, muitos creem que por serem cristão estão imunes, dramática compreensão disso, cristão, até mais do que os não cristãos passam mais dificuldades do que os não cristão, por vários motivos, mas me atentarei a dois apenas, são eles: Para provar nossa (1) maturidade espiritual e por que temos um (2) inimigo feroz em busca da nossa alma, pois a alma do crente não está ganha e a do descrente não é necessário ganhá-la, pois já está ganha.
Por varias vezes me vi questionando Deus porque não cristãos vivem praticamente imunes a tantos problemas como um cristão, afinal não deveria ser diferente. Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos. Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios. (Salmos 73: 2 e 3) Mas para entender o porque é bem simples. Imaginemos o seguinte: Se o diabo colocar os que estão em suas mãos á prova, a chance desses se virarem para Deus seria enorme, sendo assim, atormentá-los com problemas e obstáculos seria pura burrice.
Os obstáculos e a pressão devem ser enfrentadas com equilíbrio. Pessoas descrentes dificilmente conseguem ter o equilíbrio necessário em situações extremas. Diferentemente das pessoas que creem em Deus. Os incrédulos têm suas expectativas para sair de situações difíceis com base a sua própria força e ferramentas, enquanto os que creem colocam suas expectativas no Criador. Os crentes creem que acontecerá um milagre, que ao alimentar essa expectativa acabam suportando mais pressões do que os não crentes que têm suas esperanças terminadas em si mesmo.
Tenho para mim que Deus deixa nos debatemos (como o exemplo do afogado) até cansar, quando cansamos ai Ele estende Suas mãos para nos salvar. Enquanto estivermos nos debatendo, tentando algo aqui, outro algo acolá, Deus não haje até pararmos, quando paramos cansados de tentar em vão, Ele mostra Sua glória e poder.
Impossível é saber o que deve ser feito, ou até mesmo enxergarmos com clareza as saídas que a vida nos mostra mantendo-nos num estado de desespero.
Eu por experiencia própria passei por inúmeras situações aparentemente sem solução, ao ponto de desistir da minha própria vida, tipo que se dane, seja o que Deus quiser. E, estou aqui escrevendo minhas experiencias. O que quer dizer que consegui sair delas, não por minha própria capacidade, mas pela graça de Deus. Eu me tornei cristão por conta das dificuldades que passei, por não haver outra alternativa a não ser me agarrar em Deus, depois dEle me ajudar procurei a trancos e barrancos me tornar cristão. Eu não tenho o direito de não acreditar em milagres, muitos aconteceram, porem me pego muitas vezes desesperado, achando que agora acabou, não tem mais jeito.
Muitas pessoas não crentes suportam pressões imensas, porém os crentes parecem ser especialistas nisso. Exemplos são os personagens bíblicos, não me lembro de nenhum que não tenha passado por pressões e obstáculos humanamente impossíveis de serem ultrapassadas, ai vai alguns exemplos: Moisés, Davi, Elias, Daniel, João Batista, Jesus, Pedro, Paulo, dentre muitos outros personagens igualmente importantes. Mesmo nos dias de hoje vemos pessoas comuns como nós passando por situações extremamente difíceis tal qual os personagens bíblicos. Poderia citar muitos, mas como são muitos homens e mulheres que passam e passaram por pressão e dificuldades simplesmente por serem cristãos, gostaria então encorajá-lo a visitar o site Portas Abertas (Servindo Cristãos Perseguidos) e tirar suas próprias conclusões. Quando vemos tamanhas atrocidades que cristão estão passando em certos países faz com que nossos problemas se tornem ínfimos, pequenos demais. Vai desde prisões injustas e incabíveis de pessoas em contêiner por anos a fio, até a pena de morte simplesmente porque encontraram junto a pessoa uma bíblia. É cada história que as Portas Abertas nos mostra que mesmo me achando um bom cristão não sei se suportaria tamanha pressão e obstáculos iguais em minha vida.
Não há outra alternativa a não ser crer, ter fé em Deus, só Ele pode nos socorrer e nos livrar de nossas pressões e dos obstáculos humanamente intransponíveis que nos é posto dia-a-dia.
Devemos nos limitar a fazer só o que está ao alcance das nossas mãos, mais do que isso estamos entrando na área divina, e por ser divina a tendencia é atrapalharmos á ação de Deus em nossa vida. Fé é exatamente isso, parar e crer que Deus irá agir em nosso favor.
Se, se está doente devemos procurar um médico, tomar os cuidados necessários, pós isso, nada mais é possível fazer a não ser ficarmos quietinhos e deixar Deus agir. E, é bem nesse momento que os milagres acontecem. Enquanto ficarmos se debatendo dificilmente o milagre acontecerá.
“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” (Filipenses 1:21)
O máximo que pode acontecer conosco é morrer, mas se estivermos com Cristo, e se isso vier acontecer morrer será lucro. Quando pensamos que independente do que somos ou fazemos iremos morrer um dia, que diferença um obstáculo ou pressão fará em nossas vidas. E não somente isso, mas também gloriemo-nos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança; (Romanos 5: 3 e 4)
Tenho para mim que pressão e obstáculos aparecem na vida de um cristão para mostrar que somos dependentes de Deus, além de que essas situações extremas de dificuldades servem para nos amadurecer, de mostrarmos a nós mesmos quem somos e se realmente temos fé ou se a nossa fé não passa de uma simples bravata. Não existe outra forma de testar a nossa fé a não ser usando a fé em situações extremas. Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma. (Tiago 1: 2,3 e 4)
O segredo da vitória não é evitar os problemas, nem se esquivar deles, mas crescer pessoalmente para se tornar maior do que eles. by doutorfé.com

Fascinados por Deus

Fascinados por Deus
Texto base: Sl 27:4.
Davi era fascinado por Deus. Isso chamou a atenção do Senhor.
O que desperta Sua atenção?
Amor intenso (Mc 12:30).
Adoradores verdadeiros (Jo 4:24). O Pai está interessado em pessoas que vivam tempos de intimidade e comunhão com Ele.
Pessoas que queiram buscar a Deus (At 17:26-27). Ele não está se escondendo, mas mesmo assim deseja ser encontrado.
Busca intensa, de todo o coração (Jr 29:13 e14). Quem é fascinado por Ele se empenha em procurá-lo.
Quem entende que na vida uma única coisa importa. é ter tempo com Deus. é admirá-lo. é ouvi-lo. é aprender Dele. (Lc 10:38-42).
Quem considera Cristo superior a todo o resto, quem considera tudo como perda quando comparado à sublimidade de Jesus (Fl 3:7-8).
A intimidade do Senhor é para aqueles que O temem. O conhecimento de Cristo é progressivo, não se restringe à experiência da conversão.
Está certo que é melhor orar por disciplina do que não orar. Entretanto melhor ainda é orar por paixão, fazer tudo por amor, alegria e admiração. Pois quanto mais se conhece o Senhor, mais o desejo de conhecê-lo aumenta.
Ocupações que não são consideradas “pecado” podem atrapalhar muito quando se tornam distrações e desculpas para não estar com Jesus. Elas viram armadilhas para esfriar o amor pelo Pai.
Alguém pode trabalhar no Reino sem amor, mas ninguém é capaz de amá-Lo e não trabalhar pra Ele.
Não faça nada por obrigação, escolha fazer por paixão!
Não perca o fascínio por Jesus!
Por Luciano Subirá – Escola Adorando 2012

Entretenimento dos dias de hoje

Entretenimento dos dias de hoje
“Entretenimento e a vida Cristã”
- Bem gostaria de não ter que comentar isto, mais devido à repercussão que este assunto tem causado resolvi falar do tal “Estupro ao vivo”

- O programa em questão no qual se deu tal fato é um entretenimento, mas o que é entretenimento? Segundo uma de suas definições é passatempo, ou deixar o tempo passar, em outras palavras “não tenho nada para fazer então vou assistir este programa” como eu sou meio quadrado não o assisto, espero que você também não assista, mais hoje é impossível não saber o que aconteceu no programa.
Bem voltando ao assunto em questão, o tempo é irrevogável, uma vez perdido, nunca mais o temos de volta, será que não há nada melhor do que assisti este tipos de programas? Que tal desligar a televisão, ler um livro, estudar a palavra de Deus, ouvir um bom Louvor, ou melhor, conversar com seus familiares e amigos compartilhar aquilo que Deus tem feito na sua vida. Hoje a sociedade se relaciona e ama as coisas, os programas, etc. e usam as pessoas como mero objeto de entretenimento que em suas outras definições são: Divertimento e Recreação. Bem a sociedade atual se diverte vendo geralmente a desgraça e a corrupção dos outros. Como no neste programa onde as pessoas são usadas com um intuito, divertir os telespectadores através do sexo, bebidas e festas.
A palavra de Deus diz claramente: “Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele.” 1 João 2:15
Hoje vemos o resultado desta geração, uma sociedade que não pensa, sensacionalista, sem opinião formada, temos muita informação e pouca execução, pouco são aqueles que se dedicam a estudar a palavra e se preocupam em pregar o bom e verdadeiro evangelho da salvação, a boa e perfeita mensagem da cruz. Em meio a uma sociedade que não sabe para onde vai e como diz o ditado “quem não tem um caminho a seguir, qualquer caminho serve”.
Mas nós temos um caminho, melhor dizendo um único caminho, e devemos segui-lo cada dia mais. Devemos ser luz para aqueles que ainda não conhecem a Cristo, mas infelizmente e quem muitos dos que se dizem conhecer o Caminho assistem a estes tipos de programas que ao analisarmos são executados todas as obras da carne descrita em Gálata 5:19-21.
Hoje meninas a partir dos 12 anos ou menos engravidando, famílias começando sem estrutura, jovens morrendo no transito devido a mistura fatal de bebida + direção, por que isto acontece? Por que vivemos do que vemos, reproduzimos apenas aquilo que vemos todos os dias no lugar de honra em nossos lares, lá está à educadora do nosso século, no centro de nossas casas, na sala, ela, a TV. As propagandas de bebidas estão totalmente atreladas a mulheres, a diversão, ou seja, “compre uma bebida e leve uma mulher mais uma festa de brinde”. Por que não passa famílias destruídas por causa de uma pessoas alcoólatra e pelo adultério, esqueci de novo, tudo isto é normal em nossa sociedade, vemos diariamente nos programas e novelas, (“ops” espero que você não veja).
Bem em meio a está sociedade o que tem sido estuprada são nossas mentes que são bombardeadas diariamente com informações deste nível, não se iluda com o entretenimento que é oferecido através da mídia, como diz o salmo primeiro.
“Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!” Salmos 1:1-3

Então se desligue dos entretenimentos e se ligue na palavra do Senhor para que tenhas uma vida prospera.

O que é Obra de Deus?

O que é Obra de Deus?
Coloquei em uma rádio cristã no caminho para o trabalho hoje. O pastor estava falando das ofertas que os ouvintes deveriam dar para a “obra de deus” que eles iriam fazer, comprando um determinado terreno para construir. Com todas as ofertas que eles tinham levantado o valor chegava em R$ 7 milhões. Porém ainda faltava muito, o valor do terreno é de R$ 22 milhões. Só o jatinho de um desses tele-evangelistas custou mais de R$ 20 milhões. Bilhões são gastos todos os anos com tele-evangelistas em todo o mundo, e o pior, apenas pedindo mais dinheiro para “sustentarem” seus “ministérios”. Diz-se que com US$ 40 bilhões poderíamos acabar com a fome do mundo. O que estamos fazendo como cristãos? Será que nosso dinheiro está indo para os lugares onde Jesus gostaria que fosse?
Criticamos a Igreja Católica por seus bens, pelo Vaticano, por Igrejas de Ouro. Mas será que o caminho da Evangélica está diferente?
Hoje em dia muitos pensam que obra de Deus seja fazer coisas para uma determinada igreja. Pode ser que seja obra de Deus, e pode ser que não seja. Dentro da igreja visível existe a noiva, o corpo de Cristo que é invisível, porém, assim como Jesus nos advertiu, também existem os bodes, os falsos profetas. Além disso, existem os crentes carnais, que não buscam as coisas de Deus, mas sim as suas próprias vontades.
Dentro de tudo isto, podemos sim encontrar a obra de Deus. O que é obra de Deus então? Com certeza, Deus não levantou uma igreja, o Corpo Invisível de Cristo, a fim de construir grandes templos. Quando você ouvir isto, questione. Nem templo de Salomão, nem mega-igrejas, nem nada disto.
Infelizmente, a igreja hoje virou um mercado e muitos pastores tem isto como profissão. Quanto maior a igreja, maior sua remuneração e maior seu poder e exposição. Porém quanto disso visa realmente a glória de Deus?
O objetivo de Deus com sua igreja é glorificar ao Seu Santo Nome. Como glorifico a Deus? Jesus disse, que quando fizéssemos algo pelos pequeninos, estaríamos fazendo para Ele.
Uma igreja, que se preocupa em construir grandes templos, mas não se importa com a Cracolândia em São Paulo, pode ser qualquer coisa, menos imitadora de Jesus.
Jesus não estaria em grandes templos ensinando hoje, e sim lá na Cracolândia, nas favelas, talvez até mesmo em Brasília exortando. E quando entrasse nos templos, pode ter certeza que seria com um chicote na mão, como aconteceu em sua época.
Em I Co 3, diz que nossas obras passarão pelo fogo. Você será julgado por tudo que você fez. Os talentos que Deus colocou em suas mãos serão requeridos. Muito cuidado pois talvez você esteja seguindo falsos profetas que ouvirão duras palavras no Dia do Senhor:
- Apartem-se de mim! Nunca vos conheci!
Não corra atrás de coisas, de promessas, de propósitos, de campanhas, de sacrifícios. Melhor é obedecer do que sacrificar.
Jesus mesmo disse: Por quê me chamam Senhor, Senhor, se não fazem o que eu vos mando?

Fazer a vontade de Deus é viver uma vida santa. Uma vida dirigida por Ele. Tomar a sua cruz e seguir a Jesus. Ser perseguido por causa desta cruz. É se preocupar em honrar ao Nome de Jesus, e ser embaixador do seu Reino nesta Terra, ainda que para isso tenhamos que sofrer afrontas. É não buscar proeminência neste mundo, mas buscar ser conhecido no mundo espiritual. Ser guerreiro na oração. Ser piedoso em obras. Se importar mais com as pessoas do que consigo mesmo.
Muitos colocam o financeiro em primeiro lugar. Isso acontecia na época das indulgências. As pessoas pagavam para ir para o céu. Para não serem condenadas, pagavam financeiramente por seus pecados e de seus familiares. Será que você está fazendo isso hoje? Será que está dando buscando receber algo em troca, ou está preocupado em honrar o nome de Jesus?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

OS NOVOS EVANGÉLICOS

A revista Época desta semana traz como matéria de capa “A nova Reforma Protestante”, onde trata de cristãos que buscam o retorno ao Evangelho puro e simples de Cristo, na contramão de boa parte da igreja evangélica brasileira, fascinada com movimentos heréticos como a teologia da prosperidade. Abaixo, a transcrição da matéria, obtida via Púlpito Cristão:
Por Ricardo Alexandre
Matéria publicada naRevista Época
Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.
Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.
Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.
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Irani Rosique (crédito: Revista Época)
Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade”. Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.
Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”Image
Miguel Uchôa e bispo Robinson Cavalcanti,
da Diocese do Recife (crédito: Revista Época)
Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”
No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis (leia o quadro na última pág.). Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.“Os seminários teológicos formam ministros para um Brasil rural em que os trabalhos são de carteira assinada, as famílias são papai, mamãe, filhinhos e os pastores são pessoas respeitadas”, diz Ricardo Agreste, pastor da Comunidade e autor dos livros Igreja? Tô fora e A jornada (ambos lançados pela Editora Socep). “O risco disso é passar a vida oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais nos faz. Há muita gente séria, claro, dizendo verdades bíblicas, mas presas a um formato ultrapassado.”Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores’”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.” Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.”Esse rompimento da cordialidade entre os evangélicos históricos e os neopentecostais veio a público na forma de livros e artigos. A jornalista (evangélica) Marília Camargo César publicou no final de 2008 o livro Feridos em nome de Deus (Editora Mundo Cristão), sobre fiéis decepcionados com a religião por causa de abusos de pastores. O teólogo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro (Mundo Cristão), retrato desolador de uma geração cindida entre o liberalismo teológico, os truques de marketing, o culto à personalidade e o esquerdismo político. Em um recente artigo, o presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, João Flavio Martinez, definiu como “macumba para evangélico” as práticas místicas da Igreja Universal do Reino de Deus, como banho de descarrego e sabonete com extrato de arruda.Tais críticas, até pouco tempo atrás, ficavam restritas aos bastidores teológicos e às discussões internas nas igrejas. Livros mais antigos – como Supercrentes, Evangélicos em crise, Como ser cristão sem ser religioso e O evangelho maltrapilho (todos da editora Mundo Cristão) – eram experiências isoladas, às vezes recebidos pelos fiéis como desagregadores. “Parece que a sociedade se fartou de tanto escândalo e passou a dar ouvidos a quem já levantava essas questões há tempos”, diz Mark Carpenter, diretor-geral da Mundo Cristão.O pastor Kivitz – que publicou pela Mundo Cristão seus livros Outra espiritualidade e O livro mais mal-humorado da Bíblia – distingue essa crítica interna daquela feita pela mídia tradicional aos neopentecostais “A mídia trata os evangélicos como um fenômeno social e cultural. Para fazer uma crítica assim, basta ter um pouco de bom-senso. Essa crítica o (programa) CQC já faz, porque essa igreja é mesmo um escracho”, diz ele. “Eu faço uma crítica diferente, visceral, passional, porque eu sou evangélico. E não sou isso que está na televisão, nas páginas policiais dos jornais. A gente fica sem dormir, a gente sofre e chora esse fenômeno religioso que pretende ser rotulado de cristianismo.”A necessidade de se distinguir dos neopentecostais também levou essas igrejas a reconsiderar uma série de práticas e até seu vocabulário. Pastores e “leigos” passam a ocupar o mesmo nível hierárquico, e não há espaço para “ungidos” em especial. Grandes e imponentes catedrais e “cultos shows” dão lugar a reuniões informais, em pequenos grupos, nas casas, onde os líderes podem ser questionados, e as relações são mais próximas. O vocabulário herdado da teologia triunfalista do Antigo Testamento (vitória, vingança, peleja, guerra, maldição) é reconsiderado. Para superar o desgaste dos termos, algumas igrejas preferem ser chamadas de “comunidades”, os cultos são anunciados como “reuniões” ou “celebrações” e até a palavra “evangélico” tem sido preterida em favor de “cristão” – o termo mais radical. Nem todo mundo concorda, evidentemente. “Eles (os neopentecostais) é que não deveriam ser chamados de evangélicos”, afirma o bispo anglicano Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife. “Eles é que não têm laços históricos, teológicos ou éticos com os evangélicos.”
Um dos maiores estudiosos do fenômeno evangélico no Brasil, o sociólogo Ricardo Mariano (PUC-RS), vê como natural o embate entre neopentecostais e as lideranças de igrejas históricas. Ele lembra que, desde o final da década de 1980, quando o neopentecostalismo ganhou força no Brasil, os líderes das igrejas históricas se levantaram para desqualificar o movimento. “O problema é que não há nenhum órgão que regule ou fale em nome de todos os evangélicos, então ninguém tem autoridade para dizer o que é uma legítima igreja evangélica”, afirma.
Procurado por ÉPOCA, Geraldo Tenuta, o Bispo Gê, presidente nacional da Igreja Renascer em Cristo, preferiu não entrar em discussões. “Jesus nos ensinou a não irmos contra aqueles que pregam o evangelho, a despeito de suas atitudes”, diz ele. “Desde o início, éramos acusados disto ou daquilo, primeiro porque admitíamos rock no altar, depois porque não tínhamos usos e costumes. Isso não nos preocupa. O que não é de Deus vai desaparecer, e não será por obra dos julgamentos.” A Igreja Universal do Reino de Deus – que, na terceira semana de julho, anunciou a construção de uma “réplica do Templo de Salomão” em São Paulo, com “pedras trazidas de Israel” e “maior do que a Catedral da Sé” – também foi procurada por ÉPOCA para comentar os movimentos emergentes e as críticas dirigidas à igreja. Por meio de sua assessoria, o bispo Edir Macedo enviou um e-mail com as palavras: “Sem resposta”.
O sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), oferece uma explicação pragmática para a ruptura proposta pelo novo discurso evangélico. Ateu, ele afirma que o objetivo é a busca por uma certa elite intelectual, um público mais bem informado, universitário, mais culto que os telespectadores que enchem as igrejas populares. “Vivemos uma época em que o paciente pesquisa na internet antes de ir ao consultório e é capaz de discutir com o médico, questionar o professor”, diz. “Num ambiente assim, não tem como o pastor proibir nada. Ele joga para a consciência do fiel.”
A maior parte da movimentação crítica no meio evangélico acontece nas grandes cidades. O próprio pastor Kivitz afirma que “talvez não agisse da mesma forma se estivesse servindo alguma comunidade em um rincão do interior” e que o diálogo livre entre púlpito e auditório passa, necessariamente, por uma identificação cultural. “As pessoas não querem dogmas, elas querem honestidade”, diz ele. “As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos respostas satisfatórias a nossas inquietações.”
Por isso mesmo, Ricardo Mariano não vê comparação entre o apelo das novas igrejas protestantes e das neopentecostais. “O destino desses líderes será ‘pescar no aquário’, atraindo insatisfeitos vindos de outras igrejas, ou continuar falando para meia dúzia de pessoas”, diz ele. De acordo com o presbiteriano Ricardo Gouveia, “não há, ou não deveria haver, preocupação mercadológica” entre as igrejas históricas. “Não se trata de um produto a oferecer, que precise ocupar espaço no mercado”, diz ele. “Nossa preocupação é simplesmente anunciar o evangelho, e não tentar ‘melhorá-lo’ ou torná-lo mais interessante ou vendável.”
O advento da internet foi fundamental para pastores, seminaristas, músicos, líderes religiosos e leigos decidirem criar seus próprios sites, portais, comunidades e blogs. Um vídeo transmitido pela Igreja Universal em Portugal divulgando o Contrato da fé – um “documento”, “autenticado” pelos pastores, prometendo ao fiel a possibilidade de se “associar com Deus e ter de Deus os benefícios” – propagou-se pela rede, angariando toda sorte de comentários. Outro vídeo, em que o pregador americano Moris Cerullo, no programa do pastor Silas Malafaia, prometia uma “unção financeira dos últimos dias” em troca de quem “semear” um “compromisso” de R$ 900 também bombou na rede. Uma cópia da sentença do juiz federal Fausto De Sanctis condenando os líderes da Renascer Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas circulou no final de 2009. De Sanctis afirmava que o casal “não se lastreia na preservação de valores de ética ou correção, apesar de professarem o evangelho”. “Vergonha alheia em doses quase insuportáveis” foi o comentário mais ameno entre os internautas.
Sites como Pavablog , Veshame Gospel , Irmãos.com , Púlpito Cristão ,Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer). Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como “O $how tem que parar” e “Jesus não está aqui, ele está nas favelas”.

Crédito: Revista Época
A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o “secular” e o “sagrado” é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. “A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade”, diz Ricardo Agreste. “Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso.”
Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. “É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia”, afirma Ravara. “O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar.” Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.
A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é “expressar o Reino de Deus” dentro da política. “É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos”, diz ele.
O raciocínio antissectário se espalhou para a música. Nomes como Palavrantiga, Crombie, Tanlan, Eduardo Mano, Helvio Sodré e Lucas Souza se definem apenas como “música feita por cristãos”, não mais como “gospel”. Eles rompem os limites entre os mercados evangélico e pop. O antissectarismo torna os evangélicos mais sensíveis a ações sociais, das parcerias com ONGs até uma comunidade funcionando em plena Cracolândia, no centro de São Paulo. “No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.”
A teologia chama de “cristocêntrico” o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como “eclesiocêntrica” – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo. E, como efeito, de ser enxergadas por ele. Nas palavras do pastor Kivitz: “Marx e Freud nos convenceram de que, se alguém tem fé, só pode ser um estúpido infantil que espera que um Papai do Céu possa lhe suprir as carências. Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa.

Fonte: Revista Época